Como identificar a doença do carrapato em cães e quais cuidados tomar
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- há 2 dias
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Os cães adoram passeios ao ar livre, brincar na grama e explorar ambientes naturais. Porém, esses momentos também podem expor os pets a um problema sério: os carrapatos. Além do desconforto causado por esses parasitas, eles podem transmitir doenças graves que afetam diretamente a saúde do animal. Por isso, é fundamental que os tutores saibam reconhecer os sinais precoces da chamada “doença do carrapato” e entendam a importância da prevenção e do tratamento adequado.
O que é a doença do carrapato?
A doença do carrapato é um termo utilizado para descrever enfermidades transmitidas pela picada de carrapatos contaminados por microrganismos que atacam o sangue do animal. Esses agentes infecciosos entram na corrente sanguínea do cão e podem comprometer diversos órgãos e sistemas do organismo.
As doenças mais frequentes transmitidas por carrapatos em cães são:
Ehrlichiose canina — causada pela bactéria Ehrlichia canis;
Babesiose canina — provocada pelo protozoário Babesia canis;
Anaplasmose — causada pelas bactérias Anaplasma phagocytophilum e Anaplasma platys.
O principal transmissor dessas enfermidades no Brasil é o carrapato marrom do cão (Rhipicephalus sanguineus), muito comum em áreas urbanas e residenciais.
Como ocorre a transmissão?
A transmissão acontece quando um carrapato infectado se alimenta do sangue do cão. Durante a picada, os microrganismos presentes no parasita passam para o organismo do animal. Vale lembrar que nem todo carrapato transmite doenças, mas qualquer infestação deve ser levada a sério. Um único carrapato contaminado pode ser suficiente para infectar o pet.
Principais sintomas da doença do carrapato
Os sinais clínicos podem variar bastante, o que dificulta a identificação da doença apenas pela observação. Em alguns casos, os sintomas são discretos no início e evoluem gradativamente.
Entre os sintomas mais comuns estão:
Febre;
Falta de energia;
Apatia e tristeza;
Fraqueza muscular;
Perda de apetite;
Emagrecimento;
Sangramentos pelo nariz, urina ou gengiva;
Pequenas manchas avermelhadas ou arroxeadas na pele;
Dificuldade respiratória;
Aumento dos gânglios linfáticos (“ínguas”);
Vômitos;
Diarreia;
Mucosas pálidas, indicando anemia.
Em casos mais graves, a doença pode causar comprometimento neurológico, insuficiência renal e até levar o animal à morte se não houver tratamento rápido.
Como perceber os sintomas em casa
O tutor é a pessoa que melhor conhece os hábitos do animal. Por isso, pequenas mudanças no comportamento devem servir de alerta.
Um cão que normalmente é ativo e brincalhão, mas passa a ficar quieto, sem disposição ou recusando comida, merece atenção. Também é importante observar:
Se o pet está dormindo mais que o normal;
Se há manchas na pele;
Se existe sangramento incomum;
Se a gengiva está muito clara;
Se há perda de peso;
Se o animal demonstra dor ou dificuldade para caminhar.
Além disso, recomenda-se examinar frequentemente o corpo do cão, principalmente após passeios em locais com vegetação. Regiões como orelhas, pescoço, axilas, entre os dedos e barriga são os locais preferidos dos carrapatos.
O que fazer ao encontrar um carrapato no cachorro?

Ao identificar um carrapato, o ideal é agir rapidamente. Se o parasita ainda não estiver fixado na pele, ele pode ser removido com cuidado usando papel ou pano. Caso já esteja preso ao animal, o mais recomendado é utilizar produtos veterinários específicos para eliminar o carrapato de forma segura.
Embora algumas pessoas utilizem pinças para a remoção manual, esse procedimento exige cautela. Quando o carrapato é retirado incorretamente, partes do aparelho bucal podem permanecer na pele, causando inflamações e infecções locais. Após a remoção, é essencial procurar um médico-veterinário, especialmente se o animal apresentar sintomas suspeitos.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico da doença do carrapato é realizado por meio de exames laboratoriais.
O hemograma costuma revelar alterações importantes, como:
Anemia;
Redução das plaquetas;
Diminuição das células de defesa;
Alterações inflamatórias.
Além disso, exames sorológicos e testes específicos conseguem detectar anticorpos ou até mesmo o próprio agente infeccioso no sangue do animal.
Em algumas situações, o resultado pode não aparecer imediatamente após a infecção. Por isso, o veterinário pode solicitar repetição dos exames após alguns dias.
Tratamento da doença do carrapato
O tratamento varia conforme o agente causador da doença e o estado clínico do animal.
Normalmente, o protocolo inclui:
Antibióticos;
Antiparasitários;
Medicamentos de suporte;
Controle da febre;
Suplementação vitamínica;
Fluidoterapia em casos mais graves.
Quando existe anemia severa, o cão pode precisar até de transfusão sanguínea.
A automedicação nunca deve ser realizada, pois alguns medicamentos podem agravar o quadro.
Como prevenir a doença do carrapato
A prevenção continua sendo a melhor forma de proteção. Algumas medidas importantes incluem:
Uso regular de antiparasitários;
Coleiras repelentes;
Pipetas e comprimidos carrapaticidas;
Higienização frequente do ambiente;
Controle de carrapatos em quintais e canis;
Inspeção do corpo do animal após passeios.
Também é importante evitar locais com grande infestação de carrapatos e manter consultas veterinárias periódicas.
A doença do carrapato é uma enfermidade séria e que pode evoluir rapidamente quando não diagnosticada precocemente. De acorro com a MV. Fabiana de Dio, CRMV: 14713, observar mudanças comportamentais, realizar inspeções frequentes no animal e investir na prevenção são atitudes fundamentais para preservar a saúde e o bem-estar dos cães. O acompanhamento veterinário é indispensável tanto para o diagnóstico correto quanto para a escolha do tratamento mais adequado, aumentando significativamente as chances de recuperação do pet.





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